terça-feira, 9 de abril de 2013

UBM promove debate sobre direitos e deveres na Internet

Evento conta com a participação do deputado Alessandro Molon

Por: Carla Rodrigues

Você que gosta de um bom debate sobre temas da atualidade no campo da Comunicação e usuário da Internet, não podem perder o Canal Aberto!

O Centro Universitário de Barra Mansa irá promover um debate com várias personalidades no ramo da comunicação. Entre eles, o deputado federal do Rio de Janeiro, Alessandro Molon. Ele que é o relator do projeto Marco Civil da Internet, que está tramitando na Câmara dos Deputados.


 


Para quem não conhece, o Marco Civil da Internet é um projeto de lei que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres dos usuários na Internet. É uma espécie de Constituição da Internet.

Os principais pontos do Marco Civil da Internet são: liberdade de expressão, neutralidade da rede, privacidade dos usuários, guarda de registro e responsabilidade civil de terceiros.

O evento ocorrerá no dia 26 de abril, às 19h, no Salão Nobre do UBM.

Venha e participe!

Profissionais de jornalismo em grande estresse

Pesquisas apontam para aumento de depressão, assédio e uso de drogas entre jornalistas

Por: Rianne Netto

O doutor em Psicologia e professor na Universidade de Campinas (Unicamp), José Roberto Heloani, iniciou, em 2003, um estudo com foco na qualidade de vida do profissional de jornalismo. A pesquisa terminou em 2012 e, durante o processo de investigação, cerca de 250 jornalistas foram ouvidos sobre temas como: saúde mental, identidade, subjetividade e a incidência de assédio moral e sexual. Ao final, Holani concluiu que, entre os profissionais de jornalismo, houve um aumento nos casos de depressão, infidelidade e uso de drogas.


Apesar de casos de assédio moral e sexual também terem aumentado no ambiente jornalístico, o número de pessoas que recorrem à Justiça diminuiu. Segundo Heloani, “essas situações tornaram-se mais rotineiras, embora já existissem. Mas o problema vai além. O jornalista precisa ter muita coragem para fazer uma denúncia formal de assédio se quiser permanecer no mercado. Além disso, trocar de profissão, quando desejado, não é fácil.”

A competição no mercado de trabalho e a exigência de um profissional multimídia tem grande peso nessa questão. A pressão para que o jornalista seja, ao mesmo tempo, repórter, fotógrafo e editor tem direcionado grande parte da categoria para o estresse patológico e para a procura de drogas lícitas e ilícitas, como álcool e cocaína. O pesquisador explica que essas atitudes são “uma forma de o ‘cara’ conseguir escrever quatro ou cinco matérias em veículos diferentes, dormir três ou quatro horas e dar conta do recado. É cada vez maior o número de pessoas que trabalham intoxicadas.” O professor Heloani explica que, para diminuir todos esses aspectos de tensão que acompanham alguns profissionais de jornalismo, “a única maneira de diminuir isso é começar a dialogar mais sobre o assunto”, finaliza.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Ex-aluna parabeniza 35 anos do Curso de Comunicação


Aluna conta sua trajetória, após 12 anos de formada no UBM 

Por: Talita Camargo 



Este ano o curso de Comunicação do UBM comemora 35 anos. A data será lembrada (e comemorada) nos diversos meios de comunicação da instituição. Como fizeram parte dessa história, os ex-alunos não poderiam ficar de fora: nos 35 anos, muitos profissionais conceituados passaram pela faculdade e hoje mostram sua admiração e orgulho pelo curso.

Uma dessas alunas é Fernanda Albuquerque e Silva, 32 anos, jornalista formada há 12 anos na universidade. Na época em que estudou, ainda havia as três habitações do curso: Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas. “Entrei em 1998 e meu baile de formatura foi em fevereiro de 2001” comenta. Ela se sente lisonjeada por fazer parte dos 35 anos e parabeniza a instituição e os professores pela data: “Fico muito feliz em fazer parte dessa história. O jornalismo é a grande paixão da minha vida. O curso superior mudou minhas perspectivas. O curso não comemoraria essa data se não fossem nossos mestres, que sempre apoiaram os alunos”.

Durante a faculdade, Fernanda garante ter passado por muitos momentos bons e afirma que será um momento muito triste se algum dia o curso acabar. Hoje a ex-aluna é sócia de uma agência de comunicação, em São José dos Campos/SP, e acredita que o curso ajudou muito na decisão de sua carreira e continua contribuindo até hoje. “A graduação me ajudou com a base necessária para a formação em Jornalismo. Por meio do conteúdo adquirido no curso, pude experimentar na prática a profissão, atuando em vários veículos e órgãos, até decidir empreender”, explica.

Em relação ao mercado de trabalho, Fernanda acredita que mudou muito nesses 12 anos que se passaram. Afirma que as novas tecnologias ajudaram na evolução do jornalismo e no trabalho diário do jornal de hoje. “O mercado mudou. Naquela época, ainda estávamos entrando na era do profissional multimídia. Hoje isso já é uma realidade. Nenhuma das áreas da comunicação pode ser executada sozinha. Precisamos cada vez mais da comunicação integrada, 360°”, finaliza.


Você sabe o que são crimes virtuais?

Invasões à rede pessoal são cada vez mais frequentes em todo o mundo 

Por: Bruna Flores



Crimes virtuais são os praticados através da internet, já enquadrados no Código Penal Brasileiro, com autores sujeitos às penas previstas por Lei. Os casos mais comuns são: pirataria, discriminação, ameaças, falsa identidade, pedofilia, estelionato, entre outros.

Na mídia, nos últimos dias, o crime virtual de grande repercussão foi o caso do ator Murilo Rosa, vítima de uma quadrilha da internet, que teve imagens íntimas divulgadas de seu computador pessoal. As fotos foram reproduzidas de um vídeo que o ator teria feito para a sua mulher.

O ator procurou a polícia por ter recebido uma mensagem de voz, exigindo dinheiro para não divulgar as fotos e o vídeo na internet. O caso está sendo investigado, pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet, como extorsão.

Vale lembrar o crime semelhante, ocorrido com a atriz Carolina Dieckmann, que recentemente, rendeu seu nome à Lei dos Crimes Cibernéticos (12.737/2012), apelidada de "Lei Carolina Dieckmann", já sancionada, que entra em vigor no próximo dia 2 de abril.

Como funciona a nova lei?

A lei caracteriza como crime de meio eletrônico a invasão aos computadores, violação de dados de usuários ou "derrubada" de sites. Também especifica como crime a violação indevida de equipamentos e sistemas conectados ou não à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular, ou ainda para instalar programas que facilitam o acesso a informações "vulneráveis".

A nova Lei, apesar de já gerar questionamentos, aponta que os crimes menos graves, como "invasão de dispositivo informático", podem ser punidos, com prisão de três meses a um ano, além de multa. Condutas mais graves, como obter conteúdo de "comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas" podem ter pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa. Ocorre o mesmo se envolver a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros, por meio de venda ou repasse gratuito, do material obtido com a invasão.

Na opinião da aluna de direito do UBM, Thamyres de Oliveira, os internautas estão expondo demais suas vidas na rede: “Hoje em dia você sabe todos os dados das pessoas, através das redes sociais, nome completo, idade, endereço. Localiza até a pessoa naquele exato momento. As pessoas estão esquecendo que a internet pode ser muito perigosa. Temos que evitar expor demais nossas vidas na rede", enfatiza Thamyres.

É importante que os internautas tomem cuidado com a sua segurança no mundo virtual, usando a internet com responsabilidade e tomando os devidos cuidados, para que essa tecnologia seja uma aliada, e não o contrário.

Formandos de Jornalismo produzem documentário

Documentários fazem parte dos projetos de conclusão do curso de Comunicação do UBM

Por: Bruna Flores

Os alunos do 7º período de jornalismo do UBM estão produzindo documentários na disciplina Produção de Documentários . Os trabalhos serão feitos em duplas e trios e terão tema livre. O objetivo, segundo o professor da disciplina, Jorge Alexandre Lucas, é possibilitar que os alunos coloquem em prática o que aprenderam durante todo o curso.

A disciplina foi escolhida como matéria optativa do último período do curso de Jornalismo. Os alunos Pedro Henrique e Renata Gonçalves, escolheram o tema Capoeira para a produção. "Vamos mostrar, entre outros aspectos, a história do esporte e como os praticantes adquirem mais disciplina e respeito com a capoeira", afirma Renata.

O professor da disciplina Jorge Alexandre Lucas, acredita que essa matéria é de suma importância, pelo fato de, atualmente, vivermos uma realidade tomada pela imagem. “A disciplina instrumentaliza os acadêmicos, futuros jornalistas a operar um novo meio, um nicho novo de mercado. Eles podem reportagens especiais para TV paga e aberta, além do contato com uma linguagem nova, que ocupa cada vez mais espaços na TV e na internet, como vídeos virais”, explica. O professor explica que, com a internet, documentários específicos podem ser produzidos para as redes sociais, curta metragens e documentários bibliográficos. “Essa disciplina tem o papel ainda de projetar os futuros jornalistas no mercado de trabalho, já que para se formarem, tem de produzir um documentário, que será, acredita-se, o primeiro produto desse novo profissional", enfatiza Lucas.

terça-feira, 19 de março de 2013

Estudantes de Jornalismo produzem livro-reportagem sobre caminhoneiros

Por: Renata Carvalho

É com muitas histórias curiosas, personagens marcantes, situações inusitadas e divertidas para contar, que um grupo de estudantes do 7º período do curso de jornalismo, em Barra Mansa, está produzindo um livro-reportagem sobre o estilo de vida agitado e muitas vezes cansativo dos profissionais que atravessam diariamente as rodovias da região Sul Fluminense.


Ao todo, doze alunos se empenham para produzir um livro com cinco capítulos, abordando diversos assuntos sobre o dia a dia dos profissionais que vivem sob forte pressão dos empregadores, a solidão nas estradas e os constantes riscos. No livro, os alunos contarão histórias sobre os ganhos e os gastos com a profissão, como funciona a legislação para estrada, as histórias de caminhoneiros e o comércio movimentado por eles.

O acadêmico Renan Carlos Maia explica que o tema foi escolhido levando em conta a relevância para a sociedade. “É, sem dúvida, um tema sempre atual. O trabalho dos caminhoneiros é imprescindível para o funcionamento do país. No ano passado a gente pode ver como a greve causou transtornos para nós da região”, disse.

Renan também ressalta que os leitores poderão acompanhar histórias de personagens marcantes. “Conversei com um senhor, que tinha uma borracharia e, há mais de 20 anos, resolveu virar caminhoneiro. Ele já viajou para vários lugares do Brasil e tem boas histórias pra serem contadas no livro”, comenta.

O trabalho desenvolvido pelos formandos também tem contribuído para um grande aprendizado de todos. “Nós da área jornalística temos essa vantagem de poder falar sempre um pouco de tudo. Não é algo monótono e que cai na mesmice”, ressalta Renan. Em uma ação paralela, a turma vai produzir também um site sobre a temática. O objetivo final é concorrer em um prêmio do Expocom Sudeste 2013, evento componente do Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos interdisciplinares da Comunicação.