quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Olimpíadas de Londres: a visão do torcedor brasileiro.


 Por Lenara Martins - Jornalismo 4º Período.

O reduzido número de medalhas conquistadas pelo Brasil durante as Olimpíadas de Londres frustrou parte da nossa torcida. Gente como Diego Hipólito (ginasta), Fabiana Murer (salto com vara) e Maurem Maggi (salto à distância), esperanças de medalha de ouro durante os jogos, decepcionaram. Afinal, o Blog do Entrelinhas quer saber: você esperava mais dos atletas brasileiros, ou acredita que a participação deles foi  dentro das expectativas?


Luiz Otávio Compasso
Para Luiz Otávio Compasso, estudante do 4º período de Enfermagem do Ubm, a participação do Brasil nos jogos olímpicos foi horrível. “Um país desse tamanho tinha que ter mais incentivo para obter resultados melhores em competições internacionais. E em se tratando de decepção, Fabiana Murer foi a atleta que mais o decepcionou. “Faltou preparo e dedicação dos atletas. Eles se satisfazem apenas com a classificação e se esquecem do objetivo maior, que é o de ganhar medalhas”, analisou.

Anselmo Martins
 
Já para o aposentado Anselmo Martins, várias modalidades de esporte deveriam ser praticadas nas escolas e universidades brasileiras. Para ele, falta ainda investimento em atletas que realmente tenham condições de competir em igualdade com outros países. No seu entender, outra medida importante é continuar com intercâmbios entre o Brasil e outros países. Para Anselmo, a verba destinada ao COI é muito maior que os resultados obtidos. Anselmo também fala de sua expectativa em relação aos atletas brasileiros para a próxima olimpíada, que será no Brasil: “Sem organização e disciplina, só os esportes coletivos terão chance de obter bons resultados.


Confira abaixo como foi o desempenho do Brasil no quadro de medalhas:


 3 OUROS:

 -Ginástica Artística masculina - Arthur Nabarrete Zanetti.
-Judô feminino - Sarah Menezes.
-Vôlei feminino.


5 PRATAS:

-Boxe masculino - Esquiva Falcão.
-Futebol profissional.
-Natação masculino - Thiago Pereira.
-Vôlei masculino.
-Vôlei de praia masculino - Alison/Emanuel.

9 BRONZES:


-Boxe feminino - Adriana Araújo.
-Boxe masculino - Yamaguchi Falcão.
-Judô masculino - Felipe Kitadai.
-Judô feminino - Mayra Aguiar.
-Judô masculino - Rafael Silva.
-Natação masculino - Cesar Cielo.
-Pentatlo moderno feminino - Yane Marques.
-Vela masculino - Robert Scheidt/Bruno Prada.
-Vôlei de praia feminino - Juliana/Larissa.
 

Resenha - Livro: Velhos Segredos de Morte e Pecados sem Perdão


Por Brena Lacerda

Antes de qualquer comentário, preciso dizer que este é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida. Da narrativa à trama entre mirabolante e fantástica, não posso dizer uma vírgula que comprometa a obra.
O personagem central, que não parece ter um nome, conta a história com riqueza de detalhes e cinismos quase doentios. Para cada personagem que descreve, carrega suas tintas contando sempre seu passado sórdido, seus erros e desvios. Muito antes do meio da trama, você percebe: não existe alma pura na cidade de Arroio dos Perdidos.
A estória acompanha o narrador em um curto espaço de dias em que a cidade enlouquece após o misterioso (nem tão misterioso assim, para nós, leitores) roubo da cruz da igreja. As pessoas realmente enlouquecem e seus pecados as acertam no rosto, como uma toalha molhada. E o final apocalíptico, entre o chocante e o cômico, surpreende pelos detalhes macabros e cheios de valores invertidos.
Mas é por Isabel que me apaixonei. É a mulher por quem o narrador perde todo o seu equilíbrio. E que ser humano não perderia o equilíbrio por ela?
Um livro cuidadosamente tecido, em que nenhuma ponta fica solta e que revela um incrível conhecimento, por parte do autor, da extraordinária mente humana.
Em meu exemplar, um presente do autor, há pequeno recado do mesmo, desejando que eu não me assustasse com seus personagens. A única coisa que posso dizer a respeito deste comentário é que não se assustar é realmente difícil. No entanto, não se encantar é impossível.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Resenha - Livro: A Maldição do Tigre


 Por Brena Lacerda

Um romance de aventura ou uma aventura romântica? As duas definições cabem perfeitamente na descrição de A Maldição do Tigre. Um livro que alterna momentos românticos e outros de pura ação, o que poderá agradar aos amantes dos dois gêneros.

Quando comecei a ler o livro, em um primeiro momento pensei que se tratava de uma obra destinada exclusivamente ao público romântico, um conto de fadas moderno. Mas surpreendi-me ao embarcar junto com os personagens, na busca pelo rompimento da maldição.

A começar por Kelsey que, marcada por uma trágica perda, alterna momentos de puro deslumbramento adolescente e de maturidade além de sua idade. E esta relação entre a fantasia e realidade é desenvolvida ao longo da obra, o que marcará as importantes decisões que a personagem será obrigada a ter.

Da mesma forma que Dhiren, ou Ren, apesar de ser “um perfeito príncipe”, demonstra elementos que o humanizam, e que nos fazem torcer por personagens tão diferentes e ao mesmo tempo tão complementares.

Os personagens secundários também merecem destaque, principalmente o fiel Sr. Kadam, que auxilia a Ren na busca pela quebra da maldição do título.

A Índia, tanto mítica quanto moderna, serve como palco principal para a aventura, sendo, em minha opinião, o melhor aspecto do livro, que faz realmente o seu diferencial. Mitologia, culinária, religião, cultura: a Índia, com todos os seus mistérios e contradições nos é apresentada, despertando um desejo incomum de se conhecer melhor o país e seus costumes.

Como faz parte de uma saga, o livro não tem um final definitivo, o que nos deixa com um gostinho de “quero mais”. E para quem quiser continuar a aventurar-se com Kelsey e Ren, já está disponível O Resgate do Tigre, segundo volume da saga.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Festa de inauguração de clínica veterinária terá feira de adoção de filhotes, em Volta Redonda


Pirata, adotado no Arraiá da Dona Antônia. Foto: Vira Lata/Divulgação

Por Brena Lacerda

A clínica veterinária Little Pet, com o apoio da ong Vira Lata, realizará, no próximo sábado, 18, uma grande festa de inauguração, que contará com distribuição de brindes, sorteios e brincadeiras. Mas a atração principal do evento será a possibilidade de o público presente adotar os 13 cãezinhos mantidos pela clínica, à espera de um novo dono. No ato da adoção, os interessados deverão apresentar documento de identidade e comprovante de residência. A inauguração acontecerá a partir das 9h, na Rua 4, nº 74, bairro Conforto, em Volta Redonda.
Um encontro semelhante fora realizado pela Vira Lata, no domingo passado, dia 5, no Clube Foto Filatélico, Vila Santa Cecília, também em Volta Redonda. Com o nome de Arraiá da Dona Antônia, o evento reuniu dezenas de voluntários solidarizados com a causa animal. A festa recebeu visitantes de toda a região, tanto para adoção quanto para prestigiar e apoiar o trabalho da ong. Dos 70 cães disponíveis, 20 ganharam um novo lar e os outros voltaram para o abrigo da homenageada Dona Antônia, em Rio Claro.
Além deste evento, a ong planeja outras feiras de adoção, ainda para este ano.

Obrigatoriedade do diploma de Jornalismo ainda será votada na Câmara dos Deputados



Antônio Cruz/Agência Brasil - 22-06-2009
Por Brena Lacerda

Após aprovação no Senado, a proposta de emenda constitucional (PEC), que torna obrigatória a obtenção do diploma de curso superior em Jornalismo para que se exerça a profissão, segue para ser discutida pela Câmara dos Deputados. A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de junho de 2009, que revogou a exigência do diploma.
A vitória ainda é parcial, pois a proposta passará por duas sessões de votação, com quorum de 3/5, na Câmara dos Deputados, e, se aprovada, ainda necessitará na sanção da presidente Dilma Roussef para entrar em vigor.
“Acredita-se que a discussão ainda irá durar, pelo menos, um ano e muita mobilização se fará necessária para que os jornalistas ganhem esta luta.” Afirma Álvaro Britto, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do RJ.
Álvaro acrescenta ainda que, sem pressão e sem luta, a emenda não passará na Câmara, e pede para todos que conhecerem e tiverem contatos de deputados, que enviem e-mails pressionando-os a votar a favor.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cacos elege novo presidente

Diretoria do CACOS

    O Centro Acadêmico do Curso de Comunicação Social do UBM (CACOS) tem novo presidente. André Luiz Calcagno, do 3º período de Jornalismo e integrante da Chapa 1, foi eleito com 29 votos, contra um nulo. A votação foi realizada nesta segunda-feira (dia 21). Ele concorreu em chapa única, também composta pelos acadêmicos Harrison Nebot, como vice-presidente; Juliana Neves, coordenadora de Finanças; Edurne Miravete e Paolla Carvalho, na coordenadoras de Comunicação, e Domenique izídio, coordenadora de Cultura e Eventos.
 A posse acontece amanhã (sexta-feira, dia 25). O mandato é de um ano.




DOMENIQUE IZÍDIO

quinta-feira, 3 de maio de 2012

JORNALISMO CIDADÃO




Há uma novidade difícil de ser ignorada. Em todo o mundo, nos países pobres ou ricos, a mídia tradicional está sendo transformada por um competidor que não existia antes. Esse competidor é a própria sociedade. Tradicionais empresas de mídia como, por exemplo, o New York Times e a BBC estão tendo de repensar seus modelos de negócios e até mesmo seu modelo de redação para competir nos novos tempos.

Todas essas mudanças rompem com padrões que caracterizam os meios de comunicação de massa. O termo ''jornalismo cidadão'' foi adotado em todo o mundo e também no Brasil para nomear a produção de notícias nesse novo universo.

De uma forma muito simplificada, pode-se dizer que você se transforma em um cidadão jornalista quando toma uma iniciativa de divulgar uma informação. Sempre haverá um público interessado no que você produzir, mesmo que seja um número reduzido de pessoas. Assuntos que interessam apenas a públicos específicos até combinam muito com o jornalismo cidadão, já que a mídia de massa pode não ter pretensão em abordá-los, quando não o faz com interesses corporativistas.

Esse novo modelo não exclui a produção dos jornalistas profissionais, mas acrescenta à ela a contribuição de cidadãos jornalistas, leigos que são testemunhas de fatos importantes, gente que está no lugar certo e na hora certa para cobrir um evento.

O jornalismo cidadão é também assunto para muitas discussões. A ética do que é produzido sem regras e técnicas jornalísticas é a primeira questão que emerge. Quem garante a veracidade da notícia? Que cuidados toma o autor não profissional em relação ao que produz? É preciso cursar uma faculdade para exercer a função de jornalista? Quais são os limites da privacidade em um mundo onde todos são repórteres de plantão?

A internet é uma grande aliada na divulgação do material que o cidadão produz ou capta. Com uma câmera ou um celular na mão, ele pode publicar suas imagens em blogs, redes sociais, ou até mesmo fornecer o conteúdo ao uma grande mídia e vê-la sendo utilizada como complemento à alguma reportagem.

Sem dúvida, tornou-se indispensável a participação do cidadão na construção da notícia.
Esse é o novo cenário da comunicação no mundo e que está apenas começando. Saber o que é ou não relevante para um determinado contexto e espaço geográfico é papel da imprensa juntamente com a sociedade. Porém, em sua finalização, cabe à mídia profissional com os conhecimentos críticos e análises profundas o que será, efetivamente, taxado como informação a ser publicada.

Vinícius Magalhães (3º Período de Jornalismo)